Desabafo

Senhor, fazei -me Um instrumento de Vossa paz….
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Dialogo entre o José e o mercador
que o comprara para vende-lo como escravo
“estamos a um metro de distancia um do outro.
E, no entanto, ao seu redor gira um mundo
do qual o centro és tu e não eu.
E ao meu redor gira um universo
do qual o centro sou eu e não és tu.”
Thomas Mann
A Escola da Sociedade Hípica de Porto Alegre gentilmente atendendo um pedido meu oportunizou as crianças de uma das instituições que abrigam menores a realizar um período de contato com estes Cavalos Amigo. Esta idéia vem pelo principio básico desenvolvimento sensório motor. Ali já iniciasse o mais importante, a confiança, com cada uma das crianças, busquei suas pequenas mãos e coloquei no pescoço do cavalo de forma a sentir a pulsação do coração do novo Amigo é que se perceberam na igualdade do pulsar de seus coraçõezinhos, ansiosos. Logo o vem à busca do equilíbrio e logo a força com leveza. Pronto depois disso todas as perguntas vieram associativas, tais como, quantos anos tem os cavalos, onde estão as mães, pq foram separados, quem da comida agora, enfim aqueles animais enormes já não era assustadores, dentro do seu universo particular era tão frágil quanto eles.
A natureza como agente de cura mental e físico, mais uma vez.
Equitação, uma arte, um esporte.
A toda equipe da Sociedade Hípica, o meu muito Obrigada.
ADiniz

“ os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo”

Ludwig Wittgenstein

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A'GENTE ... É'FEITO ... SUJEITO

Um vento grandioso sopra entre as arvores e por todos os lugares caem frutas – verdades. Há nele o esbanjamento de um outono demasiado rico: a gente tropeça em verdades, algumas delas a gente chega a matar pisoteadas – elas são excessivas... Mas aquilo que a gente toma nas mãos, já não tem mais nada de duvidoso – são decisões. Só eu é que alcancei o ter o parâmetro para a “verdade” nas mãos, só eu é que posso decidir. Como se em mim tivesse crescido uma segunda consciência, como se em mim “a vontade” tivesse acendido uma luz sobre a pista torta, sobre a qual o parâmetro até hoje apenas corria abaixo... A pista torta – ela era chamada de caminho para a “verdade”... É chegado o fim para todos os “impulsos sombrios”, o homem bom era justamente aquele que menos tinha certezas a respeito de qual era o caminho correto...
E, falando sério, ninguém sabia antes de mim o caminho correto, o caminho que leva acima: só a partir de mim é que se pode voltar a ter esperanças, tarefas, caminhos a prescrever para a cultura – e eu sou aquele que traz a boa nova... E justamente por isso sou também um destino...
(Nietzsche - trecho do livro Ecce Homo)

O UniVersos a mimar a vida

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